Golpe do bufê:
aprenda a se proteger dos maus fornecedores
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Em entrevista ao site do Fantástico, a cerimonialista Márcia Possik deu dicas de como escolher profissionais qualificados para o dia do casamento.
Amanda Boaventura Da TV Globo, no Rio
Rede Globo
Veja dicas para não cair no golpe do bufê
O Fantástico do último domingo (2) exibiu uma reportagem sobre o golpe do bufê e mostrou fornecedores que deixaram noivos na mão bem no dia do casamento. O site do Show da Vida recebeu vários emails com dúvidas de telespectadores sobre como se proteger de vigaristas na hora de contratar um serviço para a festa. A cerimonialista Márcia Possik, da Marriages de São Paulo, ensina como evitar surpresas desagradáveis na hora do “Sim” diante do altar. Pesquise o histórico da empresa Conheça todo o passado do fornecedor. Converse com amigas, busque reclamações ou denúncias na internet, consultando os sites do Ministério da Justiça, do Procon e até do Serasa. “É importante ver a pessoa trabalhando. É fundamental conhecer o trabalho do fornecedor do começo ao fim. Se for possível, busque indicações e não confie apenas nas pesquisas feitas no Google. A internet é uma aliada. Existem fóruns e sites especializados em casamento para buscar informações sobre a idoneidade das empresas”, explica Márcia. Evite o pagamento à vista Como os gastos de um casamento geralmente são altos, muitos noivos preferem pagar à vista e não deixar contas pendentes para depois. Para a cerimonialista, é um erro. “Parcelar é uma forma de se proteger: caso o fornecedor fure, é possível reaver parte do dinheiro. Isso vale, principalmente, para fotógrafos, que entregam o produto comprado depois do casamento acontecer”. Desconfie do preço Nem sempre o profissional mais caro ou mais famoso é o melhor do mercado. Mas é possível que o mais barato seja uma grande roubada. “Se todo mundo cobra R$ 1000 e outro profissional cobra R$ 500 e ainda dá brinde, alguma coisa está errada. Existe um custo fixo mínimo do serviço. Ainda que o fornecedor dê um desconto, é impossível cobrar 50% do preço do mercado. Milagre não existe”, alerta Márcia. Planeje com antecedência Márcia Possik garante que quem tem tempo para planejar evita imprevistos e escolhe profissionais com mais cuidado. Além disso, tem mais chances de negociar. “A noiva tem de prestar muita atenção para não deixar transparecer a emoção na hora de fechar negócio com o fornecedor. Esse é o maior erro das noivas. Se ele perceber que o olho dela brilhou, já era”, diz. Contratos cuidadosos Os contratos com fornecedores devem ser minuciosos e explicitar itens como número de doces e marcas de bebidas. Mas a cerimonialista ressalta que o mais importante é pesquisar o histórico da empresa para não firmar um contrato furado. “Na hora do casamento mesmo, não adianta ter o contrato. O problema só vai poder ser resolvido depois na Justiça”. Para não serem pegos de surpresa, alguns noivos contratam o serviço de um cerimonial para cuidar da relação com os fornecedores. “Ele tem de fiscalizar tudo, inclusive o bufê. Por isso, é aconselhável que o cerimonialista não seja da mesma empresa que fornece os alimentos. Verifique quanto tempo esse profissional tem no mercado e quantos casamentos já fez. Busque referências e certifique-se de que ele trabalha com uma equipe de assessores contratados e não freelancers. Afinal, se o cerimonialista quebrar a perna, alguém vai ter que saber conduzir o casamento”, argumenta Márcia
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